sábado, maio 22, 2010

Temos nossa própria Julia Child

Quem precisa de Julia Child quando se tem D. Benta?

Julia Child

 a minha D. Benta

Não quero diminuir a importância de Julia Child (quem sou eu para isso), mas é que D. Benta é nossa, brasileira da Silva, está no nosso imaginário desde quando éramos pequenininhos, quando assistíamos ao "Sítio do Pica-Pau Amarelo", além do mais, ela é uma personagem de Monteiro Lobato (não preciso dizer mais nada, né?)!

Bom,  eu deveria estar falando de livros e não de autoras, principalmente porque não foi D. Benta que escreveu o livro  "Comer Bem", título original do livro, mas não resisti (foi mal, vou voltar pro foco)!

O livro "D. Benta: Comer Bem", foi uma das melhores aquisições de todos os tempos! Estou falando de  uma bíblia de culinária, são 1.500 receitas distribuídas em 1.080 páginas, separadas em muitos capítulos (equipamentos e utensílios; ingredientes; salgadinhos; ovos, omeletes e suflês; aves; carnes; fondues; cremes e pudins... e por ai vai), lançado originalmente em 1940, atualmente está na 76ª edição.

Diferente de Jamie Oliver, Julia Child ou Nigella, D. Benta ensina receitas próximas a realidade brasileira, ao que se tem em casa no dia a dia,  é claro que o livro foi adaptado a realidade atual, pois trata-se de uma edição revisada.

O mais legal é o capítulo das curiosidades, como por exemplo:

"Como abater um peru"

Pouco antes de matar o peru, dê-lhe, às colheradas, um bom copo de pinga e, quando ele ficar bem bêbado, caído, mate-o cortando o pescoço mais ou menos no meio, separando, assim, a cabeça do corpo... (alguém pensa em matar um peru ou prefere comprar um morto, depenado e quem sabe desossado no supermercado?)!

Ainda em curiosidades, tem receitas de xaropes caseiros, explicações sobre como servir guarnições nos anos 40, tudo como no texto original!

Apesar das ilustrações fofas, eu senti falta de fotos ilustrativas, fiquei meio perdida sem ter por onde me guiar (até agora o único ponto negativo)!




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