segunda-feira, janeiro 18, 2010

Obra

Desde que decidimos morar em uma casa (eu não estou muito certa se quero mesmo morar em uma casa) eu tenho tentado administrar uma obra, o que não é uma tarefa das mais agradáveis. Se fazer uma reforminha básica já é uma dor de cabeça, construir uma casa de 2 andares é uma enxaqueca das brabas!

Nunca tive experiência com reformas, pedreiros, marceneiros, mestre de obra, arquiteto, etc., meu pai sempre administrou essas coisas (e diga-se de passagem, com mão de ferro). Lembro de uma grande reforma no apartamento dos meus pais, uma quebradeira só, um monte de gente trabalhando até tarde, meu pai só pagava depois que estava tudo pronto, ele tinha total controle da situação, o que não aconteceu no meu caso.



Anos mais tarde, eu precisei fazer uma reforminha nesse mesmo apartamento e foi uma experiência desagradabilíssima! Eu estava sozinha, organizando um casamento, trabalhando 40hs por semana (para pagar o casamento) e administrando uma obra. Eu nem sei se posso chamar de administrar o que eu fazei, acho que eu era a secretária dos pedreiros, comprava tudo que eles pediam, dava dinheiro para eles e tudo que eu não via era a obra pronta. Teve um momento que o pedreiro disse que só podia terminar sua parte depois do pintor, o pintor por sua vez só podia terminar a sua depois do marceneiro e assim foi, um empurrando para o outro. Quando percebi, todos haviam me abandonado com uma obra pela metade. E lá fui eu atrás de uma nova equipe... essa me enrolou menos, mas fez um serviço porco danado!

Hoje eu venho administrando a obra da Casa 40 do Rio Vermelho, essa eu administro mesmo, com uma equipe excelente, um mestre de obras de primeira qualidade (é verdade que no início eu não entendia muito bem o que ele me dizia, mas hoje somos grandes amigos, ele me chama de D. Duda), mas como toda obra dá dor de cabeça.

Apesar da minha equipe sensacional toda obra precisa de alvará, isso é com a Prefeitura, isso quer dizer que vai demorar e muito. Tudo que depende de um setor público pode ter certeza que vai dar rolo, seus papeis vão se perder no meio do caminho, alguém vai ter esquecido de te pedir um documento importantíssimo, blá, blá, blá... Eu falo mal de serviço público com muita tranquilidade porque trabalho em um e sei como é (pronto, falei)! Eu aguardo a 3 meses o alvará de construção da SUCOM e até agora nada, porque só agora descobriram que a área onde se encontra o imóvel é tombada pelo patrimônio histórico e cultural - IPHAN (vixe, ferrou)! E agora? Agora eu vou é relaxar e tentar administrar um perrengue de cada vez, né?

Vou aproveitar não tenho urgência em terminar a obra (urgência e obra são duas palavras que não combinam),  é que eu tenho um outro teto até a casa ficar pronta, isso facilita a minha relação com a obra, com a SUCOM, com o IPHAN, com os engenheiros, com o arquiteto, com a minha sogra (que é a verdadeira dona da casa), com o mundo...

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Qualquer um pode aprender a cozinha em 24 hs???

Ganhei de natal o lovro de Jamie Oliver, Revolução na cozinha: todo mundo pode aprender a cozinhar em 24 hs. A proposta é bem bacaninha, você aprende apenas 1 receita de cada capítulo e passa adiante para no mínimo 2 pessoas, sendo que elas devem se comprometer em passar adiante também. O objetivo dele é fazer com que os ingleses se alimentem melhor, de forma mais saudável. Até ai tudo bem.




Lá fui eu toda empolgada procurar uma receitinha básica para o jantar do maridão (porque eu me encontro de dieta e nem pensar em jantar, unf!), parto do princípio de que o livro é básico, com receitinhas fáceis com tudo que se tem em casa, né? Coisa nenhuma!

Para começar, no início do livro ele fa 2 listas de coisas indispensáveis para cozinhar, uma de utensílios essenciais, 27 utensílios para ser exata (alguém sabe o que é um "wok"? ou alguém ainda usa batedor de ovos manual de metal?) e a segunda lista é de ingredientes, na verdade mais de 60 ingredientes "indispensáveis" (mostarda Dijon $$, feijão roxo em conserva, feijão branco em conserva, grão-de-bico em conserva...quanta conserva, aff!).

Na primeira receita, um sanduiche de filé, ele pede logo coogumelo tipo shitake e alecrin fresco e pimenta do reino moida na hora. S ó agora consegui comprar um moedor de pimenta do reino (dei de presente de natal ao marido), pois custa a bagatela de 90 reais um de qualidade. Ele fala de shitake como se todo mundo (no caso eu) tivesse uma bandejinha na geladeira para qualquer emergência. E o alecrin fresco eu vou pegar na minha horta, né? Ai vai dificultando um pouquinho aprender a cozinhar em 24 hs!

Talvez tudo isso seja muito comum na Inglaterra, mas estou na Bahia e aqui essas coisas não são tão à mão assim! E olha que eu nem passei do primeiro capítulo e estava longe de chegar no capítulo de comida indiana. O coitado do Jamie Oliver não teve culpa com as diferenças culturais entre os nossos países, ele queria mesmo é difundir sua idéia de alimentação saudável e vender livro (claro)!

Ok, é fato que mais para a frente rolam umas receitinhas fáceis, mas as vezes com ingredientes que não são do nosso dia a dia. Deve ser muito difícil comparar os hábitos da culinária inglesa com os da culinária brasileira, principalmente da baiana. Lá eles comem comida indiana quase todo dia, o que para a gente é uma raridade, principalmente pelo preço, entre outras diferenças (imagine um inglês comendo um acarajé com pimenta, deve ser piriri na certa).

Eu adoro cozinha e não vou me deixar abater por essas diferenças, vou é fazer o que sempre faço (como boa terapeuta ocupacional que sou) vou adaptar a minha realidade! Eu costumo cozinhar com o que tem em casa, invento uns pratos um tanto originais e no final digo o seguinte para quem experimenta, "se gostou aproveita porque eu não vou saber fazer de novo", hihihi! Eu não sou boa de seguir receita, saio mudando tudo e quase sempre dá certo! Então farei o mesmo com as receitas de Jaime Oliver e espero que ele não fique bravo, pois não poderei passar adiante suas receitas, até porque agora elas serão minhas!

segunda-feira, janeiro 04, 2010

procrastinar

Segundo o Michaelis,

procrastinar
pro.cras.ti.nar
(lat procrastinare) vtd 1 Deixar para outro dia, ou para um tempo futuro, por motivos repreensíveis; adiar: Procrastinar tarefas. vtd 2 Delongar, demorar, retardar: Procrastinar uma decisão. vint 3 Usar de delongas: Detestamos procrastinar. Antôn: abreviar.

O primeiro dia útil do ano é aquele dia de pagar as contas, de checar se a conta do banco já está no vermelho (apesar de adorar vermelho, detesto quando a minha conta fica no vermelho) e hora de colocar em dia os compromissos adiados pelas festividades do final do ano.
Eu sei que é um defeito, mas eu preciso admitir que vivo procrastinando esses compromissos chatos!

No primeiro dia útil do ano precisamos cumprir nossas promessas de ano novo, precisamos ter a sensação de que o ano será produtivo, que nada será como antes, blá, blá, blá... até aparecer a primeira tarefa procrastinada, ai ferrou!

Mas quem é o ser vivo em sã consciência que tem vontade de checar seu processo de liberação de um alvará de construção na SUCOM (já estou esperando a 2 meses e nada), cobrar da arquiteta a continuidade da sua obra que está parada a mais de um mês e ouvir que a culpa é da SUCOM (porque a culpa sempre tem que ser do outro) ,checar sua fatura de cartão de crédito (principalmente depois dos presentinhos do natal), perceber que está devedor no banco e não terá como pagar a fatura do cartão de crédito, voltar ao trabalho e planejar as ações para 2010...

PARA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!

Melhor mesmo é procrastinar e só abreviar o que for estritamente indispensável!